Dando continuidade a divulgação de grandes bandas que são influencia para a Ceifa, vamos lar hoje da Plebe Rude. Banda formada nos anos 80 por Phillipe Seabra, Gutje, André X e Jander Bilaphra. Em Brasília, fizeram parte da turma da Colina, integrada por outras bandas como Paralamas do Sucesso e Aborto Elétrico (que posteriormente deu origem Capital Inicial e Legião Urbana).O primeiro show da Plebe Rude fora de Brasília foi em Patos de Minas em 1982, uma cidade no interior de Minas Gerais, com a Legião abrindo para a Plebe, e curiosamente fazendo seu

primeiro show, foram várias horas de ônibus de Brasília até lá. Com apenas um ano de idade, foi a primeira vez que a Plebe tocou fora da capital. A contudência política das músicas Pressão Social e Vote em Branco da Plebe e de Música Urbana e Que país é esse, assustou a polícia local e eles foram detidos e interrogados. Philippe era o menor de idade da turma, com apenas 15 anos, e a polícia queria saber porque estava ali. Durante o show Philippe aloprou a polícia e imitou um pato no microfne em homenagem a cidade. Cada banda foi para uma sala. Depois de serem interrogados, a polícia se tocou que tinha filho de militar no meio e deixaram eles irem embora. Foi o começo de uma série de esbarros que a banda teria com a policia.
Em 1986 a Plebe estréia pela EMI com a ajuda da Legião e Herbert Vianna (produtor do disco). Sucesso absoluto, com uma boa divulgação, o primeiro disco O concreto Já Rachou vende mais de 100.000 cópias e transfoma uma de suas músicas num verdadeiro hino nacional entre os brasilienses e os punks no Brasil- com a música Até Quando Esperar - que fala sobre corrupção, má distribuição de renda e injustiça social. Fora essa música, Proteção fez sucesso, a música fala sobre a repressão da polícia, Minha Renda que critica as gravadoras fonográficas que não se importam com a qualidade da música e sim se ela é comercial ou não. Outro grande sucesso é a música Brasília que fala sobre a terra daonde vieram os plebeus, um grande dueto entre Philippe e Ameba.
Com a moral lá em cima a Plebe grava o segundo disco, Nunca Fomos Tão Brasileiros em 1987, considerado o melhor disco da banda por muitos fãs. Neste disco a música censura foi vetada pela pela Policia Federal, o que ajudou numa crise de relacionamentos entre a banda e a gravadora.
Em 88 a Plebe grava o terceiro e último disco pela EMI, o Plebe Rude III. Depois do fracasso comercial do último álbum, a Plebe sai da EMI. Com o convívio desgastado, Gutje sai da banda, logo depois Ameba começa a furar nos ensaios e também sai. Em 93, ainda com o nome Plebe Rude, Philippe e André lançam um disco independente pelo selo Natasha. Renato Russo e Dado Villa-Lobos participam em Pressão Social. O disco é muito bom, mas só ficou entre os fãs. Não demorou muito e Philippe e André resolveram dar um tempo, cada um foi pro seu canto.
Em meados de 2000 Gutje reúne os outros integrantes e resolvem voltar a ensaiar. A volta foi histórica: tocaram pra mais de 20 mil pessoas em Brasília e gravam um álbum ao vivo,
entitulado Enquanto a Trégua Não Vem.
Em 2003, Gutje e Jander Bilaphra deixam a banda. A Plebe Rude volta na forma definitiva com Clemente, que também integra a banda Inocentes, e Txotxa, que já havia integrado a banda Maskavo Roots. Em 2006, com esta nova formação, lançaram o álbum intitulado R ao contrário.


